24.09 - Cagliari

No navio, a água da torneira era dita não-potável. Parece que é quando não há água que sentimos mais sede. É quando não há Ana Paula Arósio que sentimos mais vontade. Aposto que o marido dela, que a tem ali do lado, nem dá bola... Depois de virar um litro de um refrigerante esquisito e meio litro de toddynho, a sede continuava. Reluto muito em pagar pra beber água e fazer cocô, mas ontem não teve jeito. Pelo menos a privada da cabine seguiu sendo de graça.

Cagliari, ao contrário de Nápoles, me causou muito melhor impressão. A arquitetura é a mesma, aqueles prédios meio velhinhos, com o reboco caindo, mas tudo mais bonitinho, colorido, uma cidade bem-cuidada, com uma geografia toda maluca, bem vertical, cheia de níveis, com rampas que dão em escadas que dão em ladeiras, e quando a gente percebe, já está lá uns 200 metros acima do nível do mar, ainda mais perto do sol ardidíssimo que tanta falta fez na Finlândia.

Uma catedral em cada esquina. Eu achava que catedrais fosse como alunos negros por turma do Colégio Bandeirantes: um só, e olha lá, se não se suicidar. A maior parte delas fechada. Os museus e absolutamente qualquer outra coisa de interesse turístico são todos pagos. Aqui, de graça, não se consegue nem gonorréia. Então o dia foi dedicado a ficar andando de um destino a outro e dando meia volta na frente da bilheteria.
Mas as caminhadas foram sempre bem cênicas. 


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