12.09 - Tampere

É, mano, acabou a vida fácil de museu de graça da Inglaterra. Aqui tudo o que é exposição decente, e algumas nem tão decentes, não custa menos de 10 euros. 
Então privilegiamos hoje as caminhadas bucólicas, a subida no montezinho da cidade, os laguinhos, e aquelas coisas. Numa manhã nublosa mas a partir da tarde um dia ensolarado bem agradável.

O museu pago foi o da espionagem. Pequenininho, com só metade dos textos traduzidos para o inglês, e não podia fazer foto dentro. Mas cobraram dezão! 
Depois mais quase quinzão num rodízio de pizzas e outras gordices, bela relação custo-benefício, mas hoje em dia  já guardo uma relação mais conflituada com este tipo de restaurante: Antes era questão de entrar e consumir pantagruelicamente a maior quantidade de comida possível, achando que, quanto mais comesse, mais vantagem estaria fazendo. Atualmente, a primeira parte deste raciocínio permanece válido, mas, ao mesmo tempo, estou ciente de que todo esse excesso de comida vai parar diretamente nesta pança nojenta com a qual a batalha é contínua, e frequentemente frustrada. Então comi apenas 3 pratos de comida, e repeti o sorvete só duas vezes. Preciso com urgência pesquisar no Youtube técnicas para induzir vômito e dar conta desta questão...

Finalmente, no final da tarde, um clássico finlandês e uma oportunidade imperdível de levar à loucura e ao delírio carnal as menininhas filandesas, com a minha barriga de tanquinho: sauna!
Depois de caminhar por 1 hora pra chegar lá na extrema zona leste de Tampere, pra ficar seminu na mais antiga (e, pude perceber também, decrépita) sauna da cidade, fomos informados de que hoje ela estava fechada para um evento particular. Provavelmente rolando putaria. 
Mas nos foi indicado outro endereço, desta vez no extremo norte da cidade. E toma mais um hora caminhando, por uma bela paisagem, não fossem as pernas e pés já latejantes de cansaço.
Sauninha simples também, apinhada de finlandeses (e finlandesas que não praticaram em momento algum um mero topless que fosse), mas ao lado do lago, como a da Suécia do ano retrasado, possibilitando a intercalação do sofrimento do mais escaldante calor, fazendo as orelhas, e até mesmo os pulmões, arderem, quando o cara jogava água nas pedras quentes e enchia a sala de vapor pelando, e o mais adormecedor frio do lago gelado, apesar de uns 15 graus de temperatura ambiente. Além daquele chão de cascalho massacrando as delicadas solas de meus pés de trabalhador da mente...
Mas pelo menos, nesta fim de tarde, as finlandesas suspiraram não por causa do calor incinerando seus brônquios, mas fantasiando com que mistérios tropicais meu calção de banho esconderia!

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